quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Prefeituras da RMC recebem R$ 119 mi em repasse do ICMS



As prefeituras dos vinte municípios que integram a Região Metropolitana de Campinas (RMC) ganharam um reforço nos caixas. Entre os dias 1º e 15 de janeiro, as administrações receberam cerca de R$ 119,518 milhões referentes às suas participações na cota do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Os valores correspondem a 25% da arrecadação do imposto, que são distribuídos às administrações municipais com base na aplicação do Índice de Participação dos Municípios (IPM) definido para cada cidade.
Apesar do alívio momentâneo, os valores ainda estão longe de chegar ao valor repassado em todo o mês de janeiro de 2015, que foi de R$ 209,157 milhões. Para, ao menos, empatar com o repasse do ano anterior, os municípios esperam receber, juntos, mais R$ 89.638 milhões até o final de janeiro.

Paulínia é o município mais beneficiado com o repasse da cota do ICMS até o momento, com R$ 31,859 milhões, seguindo por Campinas (R$ 30,695 milhões) e Hortolândia (R$ 7,773 milhões). Na ponta oposta da lista, Morungaba (R$ 306 mil), Engenheiro Coelho (R$ 426 mil) e Holambra (R$ 604 mil). (Foto: Divulgação - Prefeitura de Campinas)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Faturamento do comércio da RMC cai 1,442 bilhão em 2015

Setor tem a receber R$ 372,8 milhões em carnês atrasados




O comércio da Região Metropolitana de Campinas (RMC) faturou R$ 36.477,0 bilhões em 2015, segundo levantamento da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), com base do SCPC regional. O número apesar de robusto, apresentou uma queda de 3,80% em relação a 2014, o que significa um recuo de R$ 1.442 bilhão a menos para os caixas das empresas do setor.
O desempenho ruim do acumulado no ano foi acentuado com o desempenho em dezembro, embora as vendas viessem caindo ao longos de todos os meses anteriores. Em termos de vendas do Natal, na RMC, a movimentação chegou a R$ 4.4 bilhões, frente aos R$ 4.8 blhõesi do Natal de 2014, uma queda de (-8,52%).
Ou número da ACIC que traz preocupação é referente a inadimplência na RMC, que cresceu 8,82% na comparação a 2014, com 497.012 boletos não pagos e vencidos a mais de 30 dias, o que representa cerca de R$ 372,8 milhões que ficaram retidos por falta de pagamentos, no mercado varejista da RMC.
“Os números finais de dezembro de 2015 mostram fielmente que os indicadores macroeconômicos da nossa economia motivaram esse péssimo comportamento do nosso comércio varejista, que deve avançar nessa condição em 2016, afora, já prognosticando um mês de janeiro sem perspectiva de recuperação, podendo se prolongar para todo o ano.”, comenta o economista da ACIC, Laerte Martins. (Foto: divulgação)


Crise deve aprofundar déficit habitacional na região de Campinas

Cinco cidades respondem por um déficit de 68,5 mil moradias




Vivendo em uma das áreas mais ricas e desenvolvidas do Brasil, ao menos 68,5 mil famílias de quatro cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) alimentam o sonho de um dia ter uma casa própria. O número corresponde ao déficit habitacional das cidades de Campinas (30.691 unidades), Sumaré (12 mil), Indaiatuba (11 mil), Americana (11 mil) e Hortolândia (4 mil).
A redução de investimentos públicos e privados no setor, queda de crédito para financiamento, aumento das taxas de juros, desemprego em alta e medo dos trabalhadores em fazer novas dívidas deve agravar ainda mais este quadro nos próximos anos. Levando em conta o ritmo atual de lançamentos e obras, de três mil unidades anuais, em números bastante conservadores, a solução desse problema nas quatro cidades poderá levar até 22 anos, isso sem não houvesse mais candidatos a novas moradias.

Além de adiar o sonho de milhares de famílias, a falta de investimentos no setor da construção civil também tende a agravar o quando econômico, já que este setor responde por 9,1% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, cerca de R$ 540 bilhões, e emprega 6,4 bilhões de pessoas com carteira assinada.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Sete empresas da região de Campinas entre as 40 maiores importadoras de 2015



De acordo com o ranking das 40 maiores importadoras brasileiras de 2015, sete empresas têm operações na região de Campinas. O levantamento foi realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). As sete companhias, que atuam em variados segmentos, como automotivo, agricultura e eletroeletrônicos, trouxeram do exterior, no ano passado, US$ 8.986,27 bilhões em peças, máquinas e equipamento. A Sansung lidera a lista das maiores regionais, com US$ 2,99 bilhõe, seguida da Toyota, com US$ 1,92 bilhão. Na terceira posição ficou a Syngenta, com 1,69 bilhão.

Também aparecem no levantamento a Honda Automóveis (811,83 milhões), Du Pont US$ 662,81 milhões, John Deere Brasil (US$ 539,9 milhões) e Caterpillar (US$ 471,78 milhões).

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Polyenka encerra atividades em Americana

Após 43 anos de funcionamento, a fábrica da Polyenka em Americana – que atua no setor têxtil – está fechando suas portas. A decisão da empresa de encerrar as atividades foi tomada com base na queda de faturamento – principalmente pela corte concorrência dos produtos chineses - , falta de dinheiro para fazer novos investimentos em modernização de seu parque fabril e forte aumento com gastos de energia elétrica.

A Polyenka já vinha trabalhando com dificuldades há anos e desde 2007 estava em recuperação judicial. Atualmente, contava com 330 funcionários, dos quais 300 devem começar a ser dispensados ainda nesta semana, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Têxteis.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Campinas entra na briga para atrair investimento de R$ 12,8 bilhões


Com a forte retração da economia e queda na arrecadação, Campinas inicia 2016 atrás de novos investimentos internacionais. A cidade é uma das candidatas a receber um projeto um dos dois data centers hubs internacionais que a americana TechxAct, com sede em Washington, pretende instalar no Brasil, com investimento de R$ 12,8 bilhões. A segunda unidade deve ir para Sorocaba.
De acordo com a empresa, são gerados aproximadamente 20 mil empregos diretos em cada município e 43 mil indiretos ao longo da execução total do programa.
“Todos dependerão do armazenamento e gerenciamento de dados em nuvens. Os data centers já se apresentam como o maior prestador de serviços do mundo. É um setor que garante estabilidade, rentabilidade e crescimento únicos. E nossa intenção é criar um Silicon Valey em Campinas”, afirmou Carlos Tavares, vice-presidente da empresa, que tem um hub em operação na cidade norte-americana Loundoun Count, Virgínia.
O projeto é também conhecido como Universal Clouds, a primeira nuvem global de administração de dados. “Não existirá indústria que não vai estar no nosso negócio num futuro muito breve. Campinas tem mão de obra capacitada para treinarmos para este empreendimento, que vai armazenar, por exemplo, dados essenciais de países do Oriente Médio, da Europa, e da Ásia. Isso porque o Brasil tem boas relações com todos os países do mundo, não tem rejeição, o que é um grande fator que favorece a instalação de data centers hubs”, ressaltou Carlos Tavares.




Syngenta Paulínia investe US$ 40 milhões (cerca de R$ 160 milhões) em nova planta



Com um investimento de 40 milhões de dólares (cerca de R$ 160 milhões pelo câmbio atual), a Syngenta prevê inaugurar no primeiro semestre deste ano uma nova planta cidade de Paulínia. Segundo a empresa, este é o maior volume já aportado pela companhia desde a sua instalação na cidade, há 40 anos. A fábrica deverá produzir  fungicida destinado ao combate de ferrugem da soja, um dos principais produtos de exportação do País.

Em sua unidade de Paulínia, a Syngenta produz mais de 250 produtos diferentes, entre inseticidas, fungicidas, herbicidas e itens para saúde pública, em uma unidade com 632 mil m², que emprega 600 funcionários diretos.  A unidade é responsável por abastecer Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Venezuela.