quarta-feira, 1 de junho de 2016

Arrecadação de ICMS dá sinal de recuperação da economia em Campinas



Em tempos de crise financeira e queda na arrecadação de impostos, o aumento da arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é um sinal de luz no fim do túnel. Em Maio, a Prefeitura de Campinas recebeu R$ 63,2 milhões em repasses do Estado, um aumento de 23,4% quando comparado a Abril. Em cinco meses, o ICMS rendeu R$ 282,8 milhões aos cofres da administração municipal, uma queda de 4,5% sobre o mesmo período do ano passado.

Para a administração de Campinas, o aumento na arrecadação em Maio ainda não é motivo para festejar a retomada dos negócios. Isso porque o índice apurado até agora é inferior à inflação acumulada em cinco meses, estimada em 9,28%. Porém, se a tendência de alta for mantida em Junho, a cidade poderá reverter o quadro negativo para positivo neste ano.


O ICMS serve como termômetro da economia, ao mostrar como andam as vendas de produtos e serviços nos municípios.  É um imposto que incide sobre a circulação de produtos como eletrodomésticos, alimentos, serviços de comunicação e transporte intermunicipal e interestadual, entre outros. A arrecadação advinda desse tributo é encaminhada para os estados e usado por eles para as diversas funções.

terça-feira, 31 de maio de 2016

RMC deve contratar menos temporários para o Dia dos Namorados



Para quem está desempregado e corre atrás das vagas temporárias para aliviar o bolso, a previsão de contratações para o Dia dos Namorados não é nada otimista na Região Metropolitana de Campinas (RMC). De acordo com a expectativa da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), cerca de 2,6 mil pessoas deverão ser contratadas para as vagas temporárias abertas pelo comércio para esta data. O volume, se atingido, seria 10,73% inferior ao mesmo período do ano passado.

Segundo a ACIC, das 2,6 mil vagas previstas para este ano, os centros de compras (shoppings) devem responder por pouco mais de 2 mil postos (queda de 10,50%), enquanto o comércio central das cidades devem chamar 590 temporários (redução de 11,54%).

A maioria das vagas temporárias deve ser criada em Campinas, maior cidade da região: 1.142, uma redução de 9,72% em relação às 1.265 vagas geradas em 2016. Delas, 918 seriam para suprir as necessidades dos lojistas estabelecidos nos shoppings e 224 no comércio de rua.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Preço de imóvel em Campinas sobe menos do que a inflação em abril



A queda nos preços de bens e produtos é um bom termômetro para balizar o comportamento dos mercados em tempos de crise e com a falta de indicadores oficiais da Região Metropolitana de Campinas. E pelo resultado do Índice FipeZap, o setor da construção civil realmente está sofrendo com o atual momento. No mês de abril, o valor do imóvel em Campinas registrou uma valorização de apenas 0,18%, abaixo do IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), de 0,53%, apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no mesmo período. A valorização na cidade foi a sétima maior do País no mês, atrás de Curitiba, Vitória (duas únicas cidades acima do IPCA), Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte e Distrito Federal.

No ano de 2016, a valorização do imóvel em Campinas acumula alta de 0,40%, bem abaixo do IPCA apurado de janeiro a abril, que foi de 3,16%. Ou seja, a valorização está perdendo para a inflação. Em doze meses, o índice é de 1,29%.

O Índice FipeZap é um termômetro da variação de casas e apartamentos anunciadas para comercialização nas principais cidades do Pais. O índice apurado em abril aponta para a menor alta em doze meses (0,21%), tanto no Brasil como em Campinas. No mesmo período, a inflação medida pelo IPCA foi de 9,19%, segundo o Boletim Focus do Banco Central. Isso significa que ao considerar o efeito da alta dos preços, o índice apresenta queda real de 8,23% em 12 meses.


O índice também apurou o valor do m2 da construção. Na média das 20 cidades que compõe o índice, o valor médio foi 7.619,00. Campinas ficou na 12ª posição, com valor de R$ 5.406,00, número este que vem caindo ao longo dos últimos doze meses, quando ele era superar a R$ 7.000,00

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Valinhos recebe nova fábrica do Grupo Freudenberg



O Grupo Freudenberg, multinacional do setor de tecnologia, investiu R$ 60 milhões na construção de uma nova fábrica na cidade de Valinhos, na Região Metropolitana de Campinas (RMC). A unidade receberá as operações da Chem-Trend e SurTec, pertencentes à Divisão de Especialidades Químicas do Grupo, que funcionavam independentes na cidade. As duas empresas vão desenvolver, fabricar e comercializar agentes desmoldantes, especialidades químicas de processo e soluções de tratamento químico de superfície para atender clientes em vários segmentos.

A nova planta industrial foi erguida em uma área de 29 mil m², sendo 11 mil m² de área construída. A capacidade de produção anual máxima é de 13 mil toneladas, destinadas a agentes desmoldantes, auxiliares de processo e produtos de tratamento químico de superfície. A unidade abrigará 100 funcionários diretos e terceirizados.


De acordo com Juan Carlos Borchardt, Representante Regional do Grupo Freudenberg na América do Sul, a fábrica abrigará as áreas administrativas e de vendas, logística, armazéns, laboratórios e produção

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Mais de 7 mil pessoas perderam o emprego na RMC em 2016



No período de janeiro a abril deste ano, 7.389 pessoas perderam seus empregos com carteira assinada nos 20 municípios que formam a Região Metropolitana de Campinas (RMC). De acordo com levantamento divulgado nesta quarta-feira (25 de maio) pelo Ministério do Emprego e Trabalho, nos primeiros quatro meses do ano foram realizadas 2.238 admissões, contra 9.627 demissões. Somente no mês de abril o saldo entre admissões e demissões foi negativo em 3.124 empregos.

Campinas, maior cidade da RMC e maior geradora de empregos, foi a grande responsável pelo saldo negativo tanto em abril como no acumulado do ano. De acordo com o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), em abril a cidade viu serem eliminados 1.986 postos de trabalho. No ano, já são 5.825 vagas eliminadas.

De acordo com o acompanhamento do Caged, no mês passado houve saldo positivo em nove municípios: Americana, Artur Nogueira, Cosmópolis. Engenheiro Coelho, Hortolândia, Pedreira, Santa Bárbara D’Oeste, Santo Antônio de Posse e Vinhedo. Nos demais municípios o saldo ficou negativo. Já no ano, apenas seis municípios estão no azul.

Especificamente sobre Campinas, o Caged registrou em abril, que dos oito setores da economia, somente a Construção Civil e Agropecuária contrataram mais pessoas do que demitiram.


Fabricante de tratores anuncia investimentos de R$ 80 milhões em Indaiatuba



No momento em que a grande maioria das empresas presentes no Brasil tira adia investimentos, à espera de uma melhoria no quadro econômico, a John Deere, instalada em Indaiatuba, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), acaba de anunciar plano de investimento de R$ 80 milhões na cidade. A empresa, que há dois anos se instalou na cidade, vai ampliar sua unidade e iniciar a fabricação local de tratores utilizados nos segmentos de construção, mineração e agrícola, em aterros sanitários e indústria de agregados, que hoje são importadas.

De acordo com a companhia, a fábrica de Indaiatuba ganhará mais 3.000 metros quadrados de área construída, onde serão fabricados três modelos a partir de 2018. Com isso, a empresa abrirá 50 novos empregos diretos, além de outros 200 indiretos.

“Nossa estratégia traçada em longo prazo independe de oscilações temporárias do mercado", diz em nota Roberto Marques, diretor de Vendas da divisão de construção e florestal da John Deere no Brasil.


A companhia destaca que a nacionalização da produção vai permitir que os tratores se enquadrem em programas de financiamento de máquinas, além de possibilitar exportações para outros países da América do Sul.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Com custos menores, Indaiatuba atrai fábrica da Lenovo



Para manter suas operações em pé no Brasil, multinacionais começam a tirar da gaveta projetos que reduzam seus custos operacionais. É o caso da fabricante chinesa de computadores Lenovo, que acaba de anunciar a transferência de sua unidade instalada em Itú, inaugurada em 2012 com investimento de US$ 30 milhões, para Indaiatuba, na Região Metropolitana de Campinas (RMC). O processo de mudança deverá estar concluído até o final deste ano, segundo projeções da própria empresa.

A Lenovo, por intermédio de sua assessoria de imprensa, informou que está redimensionando sua capacidade no País, visando a sustentabilidade dos negócios da companhia diante do atual cenário da economia brasileira no segmento de computadores pessoais. "A Lenovo buscou cidades que mantivessem as mesmas características de logística e mão de obra que a companhia tem hoje e com opções de imóveis para locação com preços competitivos." No entanto, a companhia descarta ter recebido incentivos fiscais da Prefeitura de Indaiatuba.


A planta da Lenovo em Indaiatuba ocupará uma área na rodovia Santo Dummont. Por questões estratégicas, a empresa não informou qual o volume do investimento que realizará para a transferência, nem o número de empregos que será gerado. No entanto, adiantou que parte do contingente deverá ser transferida da Sorocaba.