sábado, 16 de julho de 2016

Região de Campinas responde por 12,2% das demissões na indústria paulista



As indústrias da Região de Campinas que integram as quatro regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) responderam por 12,2% de todas as demissões no Estado de São Paulo registradas pelo setor no primeiro semestre de 2016. De acordo balanço divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na última sexta-feira (15), entre janeiro e junho foram fechadas 7 mil vagas na região, de um total de 57,5 mil.

Segundo a pesquisa da Fiesp, Campinas lidera o número de vagas fechadas no período (2.250 demissões). Americana e Santa Bárbara d’Oeste vêm em seguida, com 1.350 trabalhadores em cada uma.

No mês de junho, as indústrias das quatro regionais eliminaram 1.650 vagas. Indaiatuba foi a que apresentou o maior número de demissões: 650. As indústrias que mais demitiram em junho foram dos segmentos de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,72%); veículos automotores e autopeças (-2,51%); produtos alimentícios (-1,04%); e máquinas e equipamentos (-2,01%).

A Regional de Campinas, que tem o maior número de cidades, contabilizou o fechamento de 550 postos, puxado pelo setor de produtos alimentícios (-0,55%); equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-0,69%).


Em Americana, as foram fechados 350 postos, enquanto a regional de Santa Bárbara d’Oeste, mandou para casa 100 trabalhadores.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Duplicação da ferrovia Campinas-Santos recebe R$ 730 milhões



As obras de duplicação da ferrovia Campinas-Santos, iniciadas em 2011, entraram na reta final. Com investimentos que somam R$ 730 milhões, o principal corredor ferroviário de exportação do País terá sua capacidade ampliada a partir deste ano, informa a Rumo, maior concessionária de ferrovias do País, que opera a Malha Paulista.
Os trechos duplicados vêm sendo liberados gradualmente para o tráfego ferroviário. Com a duplicação, a capacidade da ferrovia poderá aumentar 3,5 vezes – de 2 milhões para 7 milhões de toneladas ao mês –, dependendo de outros investimentos nas estruturas de acesso aos terminais e em novas moegas ferroviárias.
O projeto de duplicação resultou na construção de segunda via em 204 quilômetros dos 264 da ferrovia Campinas-Santos. Cerca de 19 quilômetros cortam regiões de relevo acidentado e continuarão sendo percorridos em linha simples. Outros trechos foram duplicados antes das obras executadas nos últimos cinco anos.
A última fase da duplicação ferroviária refere-se a 38 quilômetros distribuídos em dois trechos: de Embu-Guaçu a Evangelista (próximo à cidade de São Paulo) e de Paratinga a Perequê (na região de Cubatão). A execução desta fase começou em abril de 2014, após emissão de licença pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Uma obra de 2,5 quilômetros, na região de Cubatão, encerrou a construção ferroviária em junho.
Os investimentos continuam, para a construção de quatro passarelas, muros de segurança e nove viadutos para eliminação de cruzamentos com ruas. A ferrovia Campinas-Santos corta 16 municípios e, para a duplicação, foram construídos um túnel e 35 pontes e viadutos.
O transporte de grãos deverá aumentar 85% em dez anos, de 15 milhões de toneladas, registrados em 2015, para 28 milhões de toneladas, em 2025, segundo estimativas da Companhia. Esse incremento beneficia principalmente o escoamento da produção de soja e milho de Mato Grosso e de açúcar do interior de São Paulo.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Frio e confiança aquecem as vendas do comércio de Campinas



A queda da temperatura em junho pegou de surpresa os comerciantes de Campinas. Os empresários tiveram uma boa notícia em meio as sucessivas quedas nas vendas e no faturamento dos últimos meses. Segundo balanço divulgado pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), as vendas no mês passado registram alta de 1,56% na comparação com maio, segundo melhor mês de negócios para o comércio varejista, por conta do Dia das Mães.

Pelo levantamento feito pela entidade, no mês passados as vendas atingiram R$ 1,807 bilhão, trazendo um sopro de esperança para o setor. Itens como Vestuário (3,50%), Alimentação (1,50) e Eletrodomésticos (1%) foram os os principais responsáveis pelo surpreendente desempenho do comércio em junho. No total, foram efetuadas 335,619 negócios, sendo 190,432 vendas à vista, contra 145.187 mil à prazo.

O economista da ACIC, Laerte Martins, lembra que o resultado é surpreendente, pois esta é a primeira vez, em 20 anos, que as vendas de junho superam as de maio na cidade. No entanto, ele explica que ainda é cedo para uma comemoração do setor, mesmo com a alta da confiança do consumidor. Martins lembra que na avaliação com Junho de 2015, os números tiveram uma queda de 6,29%.
Em Campinas, as vendas no acumulado do ano (janeiro a junho de 2016) atingiram cerca de R$ 6,3 bilhões, que representa uma redução de 4,31% em comparação com os R$ 6,6 bilhões do acumulado de janeiro a Junho de 2015.


Campinas ganha centro de treinamento da Airbus




Com investimento de R$ 15 milhões, a companhia Azul Linhas Aéreas e a fabricante de aviões aAirbus vão construir um simulador de aeronaves na cidade de Campinas. O espaço, que receberá um simulador A320Neo será utilizado para treinamento exclusivo dos pilotos da empresa áreas, com sede na cidade.

Segundo informações divulgados pela Azul, o novo espaço deverá iniciar operações ainda no segundo semestre de 2016. "A Azul também contará com a Airbus no fornecimento de serviços de reparo e substituição de componentes para manutenção de toda a sua frota de aeronaves Airbus", diz a empresa aérea brasileira.


A Azul conta hoje com cinco aeronaves Airbus A330-200. Ainda neste ano, serão entregues à empresa seis unidades do Airbus A320Neo - essas aeronaves fazem parte de um total de 63 aviões da família A320Neo que integrarão a frota da Azul de forma gradativa até 2023.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Campineira Medley vai ter novo dono, de novo?



Funda em Campinas há 19 anos pela família Negrão e vendida em 2009 para a multinacional francesa Sanofi Aventis, por R$ 1,5 bilhão, a Medley - segundo maior laboratório farmacêutico do Brasil de medicamentos genéricos -, deve ganhar um novo proprietário.  De acordo com informação da coluna Bastidores das Empresas, do portal Revista Dinheiro, a empresa estaria à venda, segundo fontes do mercado. A informação, porém, não foi confirmada pela multinacional.

De acordo com a publicação, o grupo francês estaria se desfazendo de seu negócio global de genéricos, e a venda da fábrica brasileira, que além de Campinas possui uma planta em Brasília, estaria no pacote de vendas. Em nota, a Sanofi diz: “A Medley, uma das líderes na produção e venda de medicamentos genéricos e similares, ocupa papel fundamental nos planos de negócios da Sanofi no Brasil.”

A Medley, que emprega cerca de 1,6 mil pessoas, ocupa atualmente o segundo lugar no ranking nacional de vendas de medicamentos genéricos, sendo superada por outra gigante da Região Metropolitana de Campinas (RMC), a EMS, com sede em Hortolândia. Segundo a consultoria IMS Health, a Medley faturou R$ 993 milhões com genéricos em 2015, ficando atrás apenas da EMS Pharma, com receita de R$$ 1,158 milhão.


Em 2015, o mercado de genéricos fechou com um faturamento de R$ 5,9 bilhões, com crescimento de 11,75%. O segmento responde por 29% do mercado de medicamentos no País.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Preço do imóvel em Campinas, em um ano, sobe menos que a inflação



Quem adiou o sonho de comprar um imóvel em Campinas nos últimos doze meses, esperando por uma queda nos preços, acabou fazendo um bom negócio. Quer for às ruas hoje vai encontrar casas e apartamentos bem mais em conta se comparado a junho do ano passado. De acordo com a pesquisa Índice FipeZap divulgada na manhã desta terça-feira (5), a variação dos preços na cidade nos últimos doze meses – junho de 2015 a junho de 2016 – foi de 1,98%, bem abaixo da inflação estimada para o mesmo período, de 8,88%. Os preços pedidos pelos proprietários de imóveis de Campinas ficaram na 12ª colocação entre as 20 cidades pesquisadas.

Em junho, a variação de preço, de acordo com o levantamento, foi de 0,05%, que significa a 10ª maior valorização em 2016. Já no acumulado do ano, os imóveis colocados à vendas subiram apenas 0,73%. Os índice mostram uma maior dificuldade para os proprietários fecharem negócios por conta da crise e da dificuldade de obtenção de financiamento, o que acaba puxando os preços para abaixo da inflação.

O índice acompanha todo mês os valores do metro quadrado de apartamentos em 20 cidades brasileiras, com base em anúncios na internet. Em um ano, a variação do preço médio dos imóveis foi de - 0,02%, a menor desde o início da série histórica, em janeiro de 2013.


Em junho, o preço médio do metro quadrado em Campinas ficou em R$ 5.423, na 13ª posição. Vale lembrar que, por este critério, a cidade caiu duas posições desde janeiro deste ano, sendo superada por Curitiba e Porto Alegre.

domingo, 3 de julho de 2016

Chineses pagam R$ 5,8 bi por parte da CPFL Energia



A região de Campinas, há anos, transformou-se em um dos destinos prediletos dos grandes grupos empresariais chineses. Nem mesmo a crise é capaz de diminuir o apetite por novos negócios. Agora é a vez da estatal State Grid Corp fincar suas garras na região, com a aquisição dos 23,6% das ações que a Camargo Correa mantinha no capital da CPFL Energia, que tem sede em Campinas. A estatal desembolsou R$ 5,8 bilhões para fechar o negócio
A ESC Energia, subsidiária da Camargo Corrêa, possuía 234.086.204 ações da CPFL Energia. O preço por ação é de R$ 25. O valor oferecido pela State Grid representa um prêmio de 21,6% sobre o preço de fechamento da ação da CPFL nesta sexta, de R$ 20,56.

A operação ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).