segunda-feira, 20 de junho de 2016

Solvay investe US$ 10 milhões em Paulínia



Com investimento de cerca de US$ 10 milhões ao longo dos últimos três anos, destinado à construção de uma nova fábrica e pesquisas, a Solvay, que também controla a Rhodia desde 2011, iniciou na cidade de Paulínia, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), a fabricação de uma linha de sílica “verde”. A unidade será a segunda da multinacional no mundo a fabricar este produto de alto desempenho, utilizado na fabricação de pneus e pasta de dente, entre outros produtos.

A fábrica de Paulínia tem capacidade instalada para 40 mil toneladas por ano de sílicas. No país, a Solvay fornece a sílica HDS para fabricantes de pneus e a percepção é que, com o acirramento da concorrência no mercado de automóveis, por conta da crise econômica, as montadoras têm buscado cada vez mais diferenciais, entre eles o pneu verde. Outros mercados na América Latina também serão atendidos pela fábrica brasileira, segundo apurou o jornal Valor Econômico.


No Brasil, cerca de 60% dos carros novos já saem das montadoras com pneus verdes. No segmento de reposição, esse mercado ainda está amadurecendo. 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Indústria da região de Campinas fecha 400 vagas em maio



O drama do desemprego continua em alta na região de Campinas. O setor industrial, um dos maiores empregadores e que vem sofrendo com a desaceleração das vendas, fechou 400 vagas no mês de maio, segundo balanço divulgado na manhã de hoje (17) pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). O quadro só não foi pior porque as regionais de Americana e Indaiatuba apresentaram números positivos, com 300 contratações no mês passado.

Nas 23 cidades que integram as regionais de Campinas, Americana, e Santa Bárbara D”Oeste, o setor já contabiliza 3,9 mil cortes em suas linhas de produções nos cinco primeiros meses de 2016. Os números da regional de Indaiatuba, que representa 12 municípios, não foram disponibilizados no quadro de balanço da entidade.

A regional de Campinas continua puxando a taxa desemprego na região. Nos 19 municípios de sua influência, somente em maio foram fechadas 250 vagas, uma queda de -0,16% na comparação com abril. No ano, o acumulado é de 1.650 postos fechados.

De acordo com o Departamento de Pesquisas da Ciesp, cinco segmentos fecharam o mês no vermelho – Máquinas e Equipamentos; Equipamentos de Informática; Produtos Eletrônicos e Ópticos; Produtos de Borracha e de Material Plástico; e Veículos Automotores e Autopeças.


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Riqueza na região de Campinas encolhe 7,3%

Índice regional foi pior do que a média estadual



Principal termômetro da economia, o Produto Interno Bruto (PIB), que mede a geração de riqueza, encolheu 7,3% na região de Campinas no período de abril de 2015 a março deste ano. O índice relativo a 82 municípios, anunciado nesta quarta-feira (15) pela Fundação Seade, superou a média do Estado de São Paulo, de 5,1%.

O setor mais afetado pela forte recessão econômica foi o industrial, com recuo de 13%. O setor de serviços, que ao longo dos últimos anos vem avançando e conquistando maior peso, também foi bastante afetado ao longo dos 12 meses analisados, com queda de 4,5%.


Apesar de alguns sinais indicarem uma ligeira melhora da economia nos últimos dois meses, a situação deverá se manter crítica ao longo deste ano, segundo a Fundação Seade. Entre janeiro a março, o PIB da região somou R$ 94,6 bilhões, uma queda de 3% quando comparado ao período de outubro a dezembro de 2016.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Com fortes prejuízos e queda nas vendas, Brasil Kirin corta investimentos em Campinas



Até o início deste ano, era comum o campineiro se deparar facilmente com uma das marcas da Brasil Kirin estampada em eventos esportivos e culturais na cidade. No futebol, a cervejaria investiu fortemente no patrocínio da Ponte Preta. No voleibol, a camisa do time masculino levava o nome da cervejaria japonesa. No teatro, ela emprestava seu nome para o auditório do Shopping Iguatemi. Aos poucos, este quadro começa a mudar. Com forte prejuízo e amargando quedas nas vendas, a subsidiária brasileira decidiu pisar no freio e cortar substancialmente seus investimentos na sede da Região Metropolitana de Campinas (RMC).

No esporte, a empresa com sede em Itu, reduziu seus investimentos no time de vôlei masculino, vice campeão nacional na última temporada. Para manter o clube em atividade, o orçamento será bancado com o auxílio de outras duas empresas. Outro patrocínio mantido pela cervejaria é o da Ponte Preta, cujo valor até o momento está mantido.

Na área cultural, após quase três anos dando seu nome o teatro instalado no Shopping Iguatemi, a empresa decidiu pela retirada do patrocínio, cujo valor de investimento mensal não é divulgado.


A suspensão de investimentos em patrocínios se deve a retração das vendas da companhia, que além de marcas populares e intermediárias (Devassa) também detém rótulos de cervejas consideradas premiuns, como Baden Baden e Eisenbhan. Somente neste ano a cervejaria já registrou queda de 36% a igual período do ano passado. Em 2015, a Brasil Kirin já havia contabilizado retração de 25,4%. A estimativa da empresa para 2016 é de vendas de tenham queda de 14,8%.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Comércio da RMC fatura 8,21% a menos no Dia dos Namorados



A crise econômica e a alta taxa de pessoas desempregadas afetaram diretamente no humor dos namorados neste ano. Levantamento que acaba de ser divulgado pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC) aponta uma queda de 8,21% no faturamento do comércio da Região Metropolitana de Campinas (RMC) com as vendas neste ano. O resultado foi o pior do setor desde 2008. O valor médio dos presentes também registrou recuo de 4,55% na comparação com o tíquete médio de 2015.

De acordo com os dados da ACIC, o setor varejista da RMC registrou um faturamento de R$ 359,1 milhões em 2016, contra R$ 391,2 milhões do ano passado, quando a crise começava a apertar no bolso dos consumidores. Do total das vendas realizadas, a cidade de Campinas foi responsável por R$ 170,3 milhões (queda de 8,21% sobre o mesmo período do ano passado).

Os números consolidados também mostram pequena queda de 4,55% no valor médio dos presentes comprados, que foi de 105,00 em 2016, enquanto que no ano passado o tíquete individual ficou em R$ 110,00. Os produtos mais procurados pelos casais foram: vestuário, calçados, perfumaria, bijouterias, eletrônicos, floricultura jantares em restaurantes.


Mas não foram apenas os casais que receberam presentes de menor valor. Os desempregados que esperavam uma oportunidade para trabalhar temporariamente também se decepcionaram, já que o número de contratações recuou 20% neste ano.

De olho nos endinheirados, Porsch vai abrir concessionária em Campinas



Na condição de 11º maior geradora de PIB (Produto Interno Bruto) do País e com uma renda per capita superior a R$ 34 mil, a cidade de Campinas vive no radar dos empresários, dispostos a conquistar o público de maior poder aquisitivo. De olho neste segmento e na recuperação da economia, a subsidiária brasileira da montadora Porsche vai acelerar investimentos por aqui.

Até o final deste ano, a companhia planeja a abertura de um Porsche Centers na cidade, onde passará a comercializar seus reluzentes e caros automóveis, hoje com uma linha formada por cerca de 30 modelos à venda no Brasil, que podem chegar a R$ 1,27 milhão


A montadora já conta com sete concessionárias no Brasil e deverá fechar o ano com nove, contando a de Campinas. A empresa, no entanto, não revela o valor que será investido para colocar em pé a Porsche Centers local para fazer brilhar os olhos dos endinheirados da Região Metropolitana de Campinas (RMC).

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Empresário campineiro traz rede mexicana para o Brasil

Carlos Wizard Martins deve investir R$ 100 milhões no novo negócio




A fome de negócios do campineiro Carlos Wizard Martins parece não ter fim. Após vender o grupo Multi, dona da rede Wizard, em 2010, por cerca de R$ 2 bilhões, o empresário abriu a carteira e não para de fechar novos negócios. Depois de adquirir a rede de franquias Mundo Verde, levar as marcas Rainha e Alpargatas e se associar ao ex-jogador Ronaldo Fenônemo para abrir uma rede de academias, ele acaba de fechar mais um grande negócio: vai trazer para o Brasil a rede de comida mexicana Taco Bell.

O plano do empresário é investir nesta nova empreitada R$ 100 milhões ao longo dos próximos anos, com meta de abrir 100 lojas, sendo 25 próprias e outras 75 em forma de franquias. A primeira deve começar a operar no segundo semestre deste ano na Capital paulista. Outras duas estão previstas para até dezembro.



Com sede nos Estados Unidos, a Rede Taco Bell tem como principal produto o taco, que consiste em uma massa fina de milho, recheada de tomate, alface e carne moída com pimenta. No quesito preço, o empresário calcula que os lanches deverão sair, em média, cerca de 20% mais baratos do que similares no Mc Donald's.