quarta-feira, 18 de março de 2015

Geração de emprego em Campinas tem leve melhora em fevereiro

A geração de empregos com carteira assinada em Campinas no mês de fevereiro teve ligeira melhora no mês de maço na comparação com janeiro. De acordo com levantamento mensal do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgada nesta quarta-feira, dia 18, foram contratados na cidade no mês passado 18.017 trabalhadores. No mesmo período foram demitidas 17.890 pessoal, com saldo positivo de 127 postos de trabalho. Os números ainda são tímidos, mas mostram melhoras na compração com janeiro, quando foram admitidas 17.344, demitidos 18.166 trabalhadores, com saldo negativo de 822 postos de trabalho.

Dos oito setores em que a economia é divida, quatro tiveram resultado positivo: Indústria de Transformação (185 empregos de saldo), Serviços de Utilidade Pública (21), Serviços (1.085) e Agropecuária (16). No lado oposto, a Construção Civil teve o pior desempenho, com o fechamento de 766 postos de trabalho, Comércio (- 399), Administração Pública (- 8)

Apesar de leve recuperação no mês passado, o mercado de trabalho ainda vive um momento de dificuldade na sede da Região Metropolitana de Campinas (RMC). No primeiro bimestre de 2015 o Ministério do Emprego registrou mais demissões que admissões, com a geração de 35.737 vagas e 36.324 desligamentos, que resulta em um total de 587 postos de trabalhos fechados no período.

No Brasil, o mercado formal de trabalho apresentou relativa estabilidade, registrando um declínio de 0,01% em relação ao estoque do mês anterior, com redução de 2.415 postos de trabalhos formais. Para o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, mesmo com o declínio, o resultado pode ser considerado satisfatório, pois com a redução registrada em janeiro a expectativa era que o mês de fevereiro fosse pior. “Fevereiro foi bom, na expectativa de que estabilizou, pois janeiro dizia que seria muito pior. Vamos aguardar o 1º semestre do ano para termos uma expectativa de como será o comportamento do emprego no ano”, avaliou.



segunda-feira, 16 de março de 2015

Itaú, Santander e BorgWarner iniciam operações na região de Campinas

Apesar da baixa confiança do setor empresarial na economia brasileira, a região de Campinas continua atrair grandes investimentos nos segmentos industrial e de serviços neste ano. A BorgWarner, empresa que fabrica turbocompressores e outros componentes de motores para veículos de passeio, e os bancos Itaú e o Santander acabam de inaugurar suas plantas nas cidades de Itatiba, Mogi Mirim e Campinas, respectivamente. Os dois investimentos totalizam 4,47 bilhões.
O Itaú Unibanco investirá R$ 3,3 bilhões em seu novo data datacenter, inaugurado na última sexta-feira, em Mogi Mirim (SP). O empreendimento integra um ciclo de investimentos da ordem de R$ 11,1 bilhões anunciado pela instituição para os anos de 2012 a 2015. Outros R$ 2,6 bilhões serão investidos em processamento, R$ 800 milhões, em aquisição de softwares e R$ 4,3 bilhões, em desenvolvimento de sistemas.
"O novo datacenter tem cerca de 150 mil metros de área construída, o que mostra sua complexidade. Esse investimento prepara o banco para os próximos 30 anos e para um mundo que cada vez é mais digital", disse Roberto Setubal, presidente do Itaú..
Segundo ele, uma parte importante das operações do banco já foi migrada para o novo datacenter como a área de cartões. Outros segmentos, de acordo com ele, serão transferidos ao longo de 2015.
Batizado de Centro Tecnológico Mogi Mirim (CTMM), está localizado em um terreno de 815 mil metros quadrados. Corresponde a 114 campos de futebol.
Na primeira fase concluída, foram construídos dois datacenters que trabalham com alta disponibilidade e redundância para garantir o funcionamento ininterrupto das operações. O projeto do Itaú prevê ainda mais dois datacenters entre 2021 e 2023 e outros dois até 2035. O novo data center do Itaú vai operar com 43% de redução no consumo de energia.
A escolha de Mogi Mirim, segundo o banco, se deu por conta da localização, e rodovias que ligam à capital paulista. Serão gerados 400 postos de trabalho este ano e há estimativa de receita de R$ 524 mil mensais para o município.
Nos últimos anos, os grandes bancos fizeram investimentos significativos em seus centros de dados. O Santander inaugurou seu datacenter no ano passado e na quinta-feira, 12, concluiu a migração das operações. O empreendimento consumiu R$ 1,1 bilhão de investimentos e está localizado no Ciatec II - Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas, em uma área de 800 mil metros quadrados.
A BorgWarner inaugurou em Itatiba (SP) a sua nova fábrica de turbos e embreagens viscosas e transferiu toda a produção da sua antiga fábrica de Campinas (SP), que tinha limitações de expansão por estar localizada em área residencial. Os investimentos totalizaram R$ 70 milhões.
Neste novo complexo industrial de 20 mil metros quadrados de área construída, o dobro do antigo prédio, a empresa inaugurou também um centro de pesquisa e desenvolvimento, com quatro salas de testes para motores, área de montagem de protótipos e outros equipamentos de criação. “Com este centro de pesquisa vamos ganhar agilidade no desenvolvimento dos produtos, pois conseguiremos acelerar os testes de validação por vários meses”, disse Arnaldo Iezzi Jr, diretor geral da BorgWarner do Brasil. Antes os testes eram feitos na Alemanha e nos Estados Unidos.

A decisão de ampliar o complexo industrial no Brasil foi para aumentar a produção e atender a demanda do mercado brasileiro e da América do Sul. “De um único cliente (a Daimler) que a empresa tinha em 1975 quando iniciou as atividades em Campinas (SP), a empresa cresceu muito nos últimos 10 anos e hoje tem 55% do mercado brasileiro”, disse Pete B. Kohler, vice-presidente da BorgWarner Inc. e gerente geral da divisão Thermal.

Chinesa deve iniciar produção em Campinas ainda neste ano



Executivos da chinesa Byd, fabricante de carros elétricos, estiveram em Campinas na última semana, quando anunciaram o início da produção na cidade no segundo semestre deste ano. De acordo com a presidente da Byd Brasil, Stella Li, os investimentos previstos em Campinas são de aproximadamente de R$ 250 milhões e devem gerar 450 empregos diretos. A expectativa da empresa é estar instalada em Campinas em julho deste ano e já começar a operar com ônibus elétricos.
A fábrica de Campinas será a terceira operação da Byd fora da China. A empresa é a maior fabricante de ônibus 100% elétricos no mundo e a maior de carros elétricos na China. A cidade foi escolhida por ser polo de tecnologia e inovação e oferecer mão-de-obra qualificada.
A unidade da BYD em Campinas será responsável pela montagem de ônibus elétricos e de baterias de lítio e fosfato de ferro. Ainda este ano, segundo a empresa, devem estar nas ruas dez ônibus elétricos.
O próximo passo será fornecer automóveis para taxistas, que não precisarão comprar os veículos. Segundo o diretor de Relações Governamentais da Byd, Adalberto Maluf, será uma espécie de arrendamento ou leasing, durante um período. Depois, o veículo poderá ser adquirido pelo taxista por valor simbólico.
A unidade de montagem e o centro de pesquisa ficarão instalados no terminal intermodal de cargas, situado entre Campinas e Sumaré, num terreno de 32 mil metros quadrados. A fábrica terá capacidade para produzir de 500 a 1.000 unidades de ônibus por ano.

De acordo com Maluf, ministros da União Européia e da China já utilizam carros elétricos, além de taxistas na Inglaterra, apenas para mencionar alguns exemplos.

Foto: Divulgação - Prefeitura Municipal de Campinas

sábado, 7 de março de 2015

SKY investe R$ 1,3 bi na construção de centro de transmissão em Jaguariúna



A SKY, operadora de TV por assinatura via satélite, anunciou nesta semana a construção de um novo Centro de Transmissão, revisto para entrar em funcionamento a partir do primeiro trimestre de 2016. O novo Broadcast Center, que ficará pronto em 20 meses, será um dos maiores do mundo e o mais moderno da América Latina. O empreendimento, já em construção na cidade de Jaguariúna, terá um investimento de R$ 1,3 bilhão e deverá gerar 200 empregos diretos e centenas de indiretos.
O novo CT, que vai atender não somente o Brasil como as demais operações da DIRECTV na América do Sul, terá três vezes a capacidade do atual, que passará a operar de forma parcial a partir do início da operação de Jaguariúna.
Para o presidente da SKY, Luiz Eduardo Baptista, "o projeto foi possível graças ao apoio do poder público. Cada um representou o seu papel em nome de um Brasil melhor". "A construção do Centro de Transmissão e o lançamento do novo satélite permitirão à SKY oferecer para nossos clientes de todo o território nacional, um serviço cada vez mais moderno e robusto”, completa.
"Esse é um investimento que tem tudo a ver com São Paulo. Traz emprego, tecnologia, avanço da ciência e inovação. O País precisa de empreendedores que confiam no Brasil", disse o governador Geraldo Alckmin.
O novo satélite (SKY B1) será lançado no segundo trimestre do ano que vem a tempo de ser utilizado para a transmissão dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.


quinta-feira, 5 de março de 2015

Americana receberá R$ 200 milhões em investimentos


Fabricante de produtos químicos construirá duas novas unidades na cidade da RMC

Mesmo com a baixa confiança dos empresários nacionais e internacionais com o Brasil, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) continua atraindo grandes investimentos. A Evonik Degussa Brasil Ltda, que atua no segmento de especialidades químicas, anunciou aporte de R$ 200 milhões (US$ 70 milhões) para construção de duas unidades na cidade de Americana. De acordo com informações divulgadas pela empresa, deverão ser gerados cerca de 100 empregos diretos e 400 indiretos.
Americana foi escolhida para receber as duas unidades pela infraestrutura e logística disponíveis na cidade e região. Segundo a gerente industrial da Evonik, Izabel Camacho, a empresa já conta com a produção de matérias-primas para as indústrias de cosméticos e cuidados para o lar. “Outro investimento já em andamento é a construção de uma nova fábrica para produção de sílica, insumo utilizado na fabricação de pneus”, adiantou.
A Evonik tem 33,5 mil colaboradores no mundo e vendas em torno de 12,7 bilhões de euros, segundo balanço do ano fiscal de 2013.


quarta-feira, 4 de março de 2015

Imóvel em Campinas tem alta de 0,55% em fevereiro

No ano, alta acumulada é de 0,84%

Os imóveis na cidade de Campinas registraram uma valorização de 0,55% no mês de fevereiro - terceiro maior índice em todo o Brasil -, com acumulado de 0,84% nos dois primeiros meses de 2015. Os dados são da pesquisa mensal Índice FipeZap, que acaba de ser divulgado. O levantamento também aponta uma que o valor do metro quadrado na cidade no mês de fevereiro foi de R$ 5.092,00, na décima colocação de um ranking com dados de 20 Capitais e principais cidades do País.

O Índice FipeZap de fevereiro mostra uma leve melhora do mercado imobiliário de Campinas ante os dados de janeiro, quando a valorização de bens novos e usados foi de 0,29%. Com os números de janeiro e fevereiro, a valorização acumulada no ano chega a 0,84% (quinto melhor índice nacional) e uma alta de 8,56% ao longo dos últimos 12 meses (segunda maior valorização do Brasil). Vale lembrar que no ano passado os imóveis fecharam com uma valorização de 10,68%.

Outro dado levantado pela pesquisa diz respeito ao valor do m2 – tanto novos como usados -, que em janeiro foi de R$ 5.092 (10º lugar no ranking). Apesar de ser registrado uma queda na comparação a dezembro (R$ 5.161,00), o valor do m2 em Campinas subiu duas posições, de acordo com os responsáveis pela pesquisa mensal.

A alta nos preços médios dos imóveis ficou abaixo da inflação em cada uma das 20 cidades acompanhadas pelo Índice FipeZap nos dois primeiros meses de 2015, sendo que Brasília, Florianópolis, Curitiba, Niterói e Porto Alegre tiveram queda nominal nos preços.

Além de apresentarem variações inferiores à inflação individualmente, o preço médio das 20 cidades do índice subiu apenas 0,55% em janeiro e fevereiro, enquanto a inflação esperada para o período é de 2,32% (expectativa do IPCA, segundo o Boletim Focus do Banco Central). 

Isso significa que a variação dos preços dos imóveis em 2015 foi de -1,7% em termos reais, isto é, descontando o efeito da inflação. Em outras palavras, os preços nos mercados imobiliários desse conjunto de cidades apresentaram uma queda real no acumulado de 2015. 


Os dois municípios que apresentam as menores médias foram Contagem (3.394 reais) e Goiânia (4.020 reais).

domingo, 1 de março de 2015

Região de Campinas deve receber 2,4 bi em investimentos



São 12 de 23 projetos previstos para o Estado de São Paulo

Em meio à crise econômica e à suspensão de investimentos, a região de Campinas poderá receber nos próximos meses 12 novos grandes empreendimentos em vários segmentos. Segundo a Investe São Paulo, agência de fomento da economia, os projetos que já estariam fechados representam 52% do total previsto para todo o Estado, que deverão representar investimentos de 2,4 bilhões 2 a geração de 2,6 mil postos de trabalho na região.
De acordo com o empresário de Campinas e presidente da Agência Paulista de Promoção de Investimentos, Juan Quirós, “São empresas de diversos setores, como pesquisa, saúde, logística, alimentos e transformação”. Segundo ele, ainda na é possível divulgar os nomes das empresas por haver cláusula de confidencialidade. “Mas em breve poderemos anunciar a criação de empregos e geração de renda, o que é fundamental em momentos de instabilidade econômica”, afirmou.
Segundo Quiróz, são 23 projetos de investimento no Estado de São Paulo esperados para o primeiro semestre de 2015, que somam cerca de R$ 3,2 bilhões, com potencial de gerar mais de 8,3 mil empregos. Esses empreendimentos são de empresas âncoras, que deverão atrair fornecedores e subfornecedores para os municípios do entorno. A estimativa é que esses futuros empreendimentos invistam 30% do montante das empresas âncoras, o que pode gerar um aporte adicional de aproximadamente R$ 1 bilhão.
No total, 12 projetos (52%) deverão ser instalados na Região de Campinas, e cinco (22%) na Região Metropolitana de São Paulo. Os outros deverão se instalar nas Regiões Administrativas de Sorocaba (2), São José dos Campos (2) e Itapeva (2).
Com relação ao valor de investimentos, a Região de Campinas também vai receber a maior parte: R$ 2,4 bilhões (77%) do total. Há também o projeto de uma empresa que ainda não decidiu onde vai se instalar, mas que deve selecionar o município em breve.  Serão R$ 11 milhões investidos, gerando cerca de 150 empregos no setor de autopeças.
Com relação a postos de trabalho, é a Região de São Paulo que se destaca. Serão cerca de 3,8 mil vagas (47%) criadas pelos novos empreendimentos, e mais de 2,6 mil (31%) para a Região de Campinas.
“Essas projeções são com base na carteira de projetos da Investe São Paulo. Atualmente temos 81 projetos, que devem gerar um investimento de R$ 15,5 bilhões e a criação de 21 mil empregos diretos. Cada projeto tem seu tempo de maturação e temos que continuar trabalhando para vencer essa forte concorrência e podermos anunciar todos eles”, destacou Quirós.